Idéia muito legal!

Gente, olha só que idéia ótima! É uma mostra de design, em Juiz de Fora, onde as peças que vão ser expostas são projetadas para atender às necessidades de empresas incubadas. Olha só como funciona: a empresa publica o briefing do produto que quer desenvolver e os estudantes se inscrevem (pode ser individual ou em equipe). Os projetos são analisados pelas empresas e os vencedores assinam um contrato de prestação de serviços para serem remunerados pelo valor de mercado. Eu adorei!!! Quer saber mais? Clique aqui agora, pois as inscrições terminam dia 18 de agosto!!!

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12 Respostas to “Idéia muito legal!”

  1. Marcelo Says:

    Olá Lígia … concerteza proposta interessante. Mas entraste no briefing das empresas interessadas? Possui vários requesitos de aplicações, que vão de cartão de visita a envelopamento de carros; sem contar a restrição de não poder trocar uma fonte horrível de uma marca.
    Creio que é muito trabalho para apenas um ganhador. Aliás, uma prática condenada pela ADG Brasil.
    Claro, não podemos esquecer que somos estudantes e fizemos isso para nossos professores também. Mas creio que seria mais interessante pedirem apenas um layout inicial, com memorial, monocromia e negativo por exemplo (no caso de id visual) e depois o ganhador se responsabilizaria de projetar o restante solicitado.
    Acho dispensável, em concursos, um trabalho enorme que apenas o ganhador será recompensado.
    Bom …. pelo menos é assim que penso.
    Abss

  2. ligiafascioni Says:

    Oi, Marcelo! Muito pertinente a sua observação, penso que o pessoal lá está tentando acertar e críticas construtivas devem ser bem-vindas. Vou encaminhar a sua opinião para lá, ok?

  3. Ligia Inhan Says:

    Oi Marcelo, não sei se entendi a sua colocação, mas explico-me:
    A premiação é por empresa e não por categoria.
    Além disso, na prática profissional, o empresário é que determina quanto quer gastar com o serviço, então o designer deve encaixar os seus serviços dentro das expectativas financeiras e dentro das necessidades dele. Se ele tem “somente” R$1500,00 para pagar pelo serviço, faça de um jeito que se enquadre nesse valor, meça seu tempo de serviço… serviços mais elaborados, tomam mais tempo e ficam também mais caros de serem implementados, portanto, desenvolva um projeto que atenda a sua disponibilidade de tempo e que atenda a necessidade do cliente.
    Sobre o que se pede no manual de identidade visual, pelo menos os que já vi em vários cursos ministrados por designers fazem aplicação da marca onde o cliente solicita.
    Quanto a fonte, acho que cabe uma sugestão ao empresário. Faz parte da negociação do projeto avaliar quais as condições que podem ser mudadas e quais as exigências do empresário. Convencer o empresário a mudar a marca de forma que atenda melhor sua necessidade é, com certeza, o trabalho do designer. A negociação não está fechada e é passiva de sugestões que o designer achar conveniente. É só um início de conversa… no edital está informando que as empresas estão abertas a tirar dúvidas, portanto, acho que vale a pena você investir sim.
    Quanto a prática da ADG não sei do que se trata. O que eu sei é que o nosso mercado do design em JF é, muito, muito difícil. Os valores acordados estão acima do que as empresas, de uma maneira geral, estão pagando para os profissionais por aqui – isso quando contratam um profissional -, portanto, para nós, acho que estamos abrindo novas possibilidades para que o mercado de JF melhore e valorize o design feito por gente que entende de design…
    Abraços

  4. Ligia Inhan Says:

    Oi pessoal,
    Boas notícias…
    Advogando a causa dos designers, a empresária da Studio North liberou a imaginação dos participantes. Mas… ela ainda tem afinidade com a assinatura que ela mesma criou, portanto, cuidado… ou apresentem algo tão impressionante que ela esqueça definitivamente a antiga!

    participem da comunidade no orkut http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=62399965

    Abraços

  5. Marcelo Says:

    Bom, começando do princípio:
    Ligia Fascioni, desculpas por levantar tal discussão no seu blog, mas creio q tb é uma forma de interagir ciberneticamente. Peço q envie esta resposta à Ligia Inhan, pois não tenho o e-mail dela. Continuando, só consegui responder hoje, pois estava sem acesso à internet.
    Bom, Ligia Inhan, muito se fala em design mas muito pouco se paga por design, seja em JF ou em Santa Maria, RS (cidade em que vivo).
    Eu entendi que o referido valor citado no edital é por empresa e não por categoria, porém, se dez participantes concorrerem à identidade visual de uma empresa, apenas um será o vencedor. Os outros nove participantes, tendo trabalhado 3 ou 30 horas no projeto, atendendo a todas especificações e ter feito todas aplicações no manual (que fizemos, é verdade) nada receberão (esta é a prática condenada pela ADG, onde apenas um ganhador recebe o montante do prêmio).
    E concursos não são assim? Apenas o 1º é ganhador?
    Sim, geralmente. Porém, nós designers vendemos projetos. E projetos são únicos (PMI – Project Management Institute). Quando desenvolvemos uma id. visual, ela é única, não conseguiremos vendê-la para mais ninguém, pois foi feita “sob medida”. É mais ou menos como o vestido que Jean Louis fez pra Marilyn Monroe em 1962: extremamente justo e quem mais quiser usar, terá que ter as medidas iguais as de Marilyn (nem 1 cm a mais!). Medidas, nomes, cor de cabelo … podem até ser iguais, mas a personalidade sempre será distinta.
    Diferente de um concurso de fotografia, por exemplo, onde posso enviar uma foto para um, dois, três concursos. Até ser premiada. Ou alguém ver minha foto, gostar e resolver comprá-la. Ou ainda me dar conta que não tenho a menor vocação pra fotógrafo! (Não que fotografia não requer planejamento, porém fotos still e de moda pouco são vistas em concursos).
    Assim, um concurso de projeto, que não é premiado, pode ser incorporado somente ao portfólio, e minhas despesas sequer serão compensadas.
    Uma sugestão para próximos concursos é de pedir somente um layout, memorial descritivo, variações de monocromia, tons de cinza, negativo e redução (tratando-se de id visual) e o ganhador fica responsável por realizar o restante do projeto, como o manual e suas aplicações. Dedica-se menos tempo a um trabalho que pode não ser recompensado.
    Por fim, gostaria de salientar uma prática que de certa forma é comum na profissão de designer: dar “pitako” sobre o que está ruim e não elogiar o que está bom. É uma iniciativa muito interessante a de vocês. Vai ao encontro do que comentamos outro dia numa aula de sociologia que logo teremos o “wikitrabalho” – um ambiente virtual onde empresas postam suas necessidades e pessoas e/ou empresas do mundo todo podem participar.
    Fico grato pelo espaço e pelas discussões. Qualquer reclamação, sugestão, opinião, pode ser encaminhada para meu e-mail.
    Marcelo Kunde
    marcelokunde@yahoo.com.br

  6. ligiafascioni Says:

    Oi, Marcelo!

    Disponha, o espaço é para isso mesmo e toda discussão é bem-vinda.
    Tenho certeza de que a minha xará também está apreciando o interesse e as discussões, que podem ser produtivas para todos. Estou
    encaminhando essa mensagem com cópia para ela, ok?

    Mais uma vez, muito obrigada por participar!

    Abraços,

    Lígia Fascioni | http://www.ligiafascioni.com.br

  7. Marcelo Says:

    Claro … abração

  8. Ligia Inhan Says:

    Oi Marcelo, tudo bem? Acho ótimo essas questões e estão servindo para fortalecer nossa idéia!
    Bem, vejamos…
    Os demais participantes que não serão premiados, receberão certificado de participação. Eu tenho quase certeza que todos os concursos são assim uns são premiados outros não…
    Os projetos que não ganharam não serão usados pela empresa. Ela tem o direito de somente um, o que ela vai premiar.
    Além disso, não é justo para o vencedor partilhar os recursos monetários do projeto com outras pessoas que não foram os escolhidas. Você poderia me enviar o que a ADG diz exatamente para nós inteirarmos desse tipo de restrição, pois não queremos ir contra a qualquer tipo de órgão orientador da categoria, sabemos o valor do design e o que o designer, principalmente o estudante, passa nos primeiros anos de carreira concorrendo com micreiros.
    Como é um concurso para estudante, pensamos que ter um projeto selecionado por um empresário que não faz parte do seu próprio mundo de professores, colegas e conhecidos é uma referência importante de que ele é capaz de entender as necessidades do mercado e isso, temos certeza, é valioso para o portfolio.
    Quanto ao custo, nós pensamos que, se o designer não fosse selecionado pela empresa, então ele não gastaria muito mais do que R$20,00 e de qualquer forma, seria um exercício bastante diferente para ele. Por isso nós pedimos que somente os projetos selecionados fossem realmente impressos/produzidos para a Mostra, evitando assim um gasto sem necessidade.
    Estamos pensando também na possibilidade de enviar a avaliação do empresário ao designer, assim terá dados para avaliar o que está bom ou ruim no seu projeto e o que pode melhorar…
    Quanto a sua sugestão para os próximos concursos, nós também pensamos nessa possibilidade e percebemos que seria muito difícil para o empresário comunicar-se depois com o designer se ele fosse de outra cidade, talvez, criaria constrangimentos, empecilhos sem o contato pessoal. Ademais, devemos lembrar que nem sempre o empresário tem o acesso e a habilidade que o designer tem de lidar com a Internet, portanto, deixar o trabalho para ser desenvolvido depois da Mostra, poderia ser muito mais difícil para o empresário.
    Outro problema que percebemos se fosse do seu modo é que por causa da distância, poderia haver um prolongamento no desenvolvimento do projeto. Do ponto de vista do designer, ele teria despesas com transporte, telefonemas, correio e etc depois da Mostra, que não estão incluídas não contrato. Em ambas situações as consequências seriam uma visão negativa da Mostra para os próximos anos.
    O que esse concurso pretende é que os designers “de fato”, os que estudam design (nos três níveis) mostrem que são melhores do que os que os empresários vêem comumente aqui em JF e que esse valor (que para 90% deles é alto!) vale ser pago. O que nós queremos mostrar nesse projeto é que vale a pena o empresário investir em um designer que estuda design!
    Se houver algo mais, entre em contato.
    limatos@gmail.com
    indesign.ctu@ufjf.edu.br

  9. Ligia Inhan Says:

    Para esclarecer o que a ADG coloca: A referência que o Marcelo me enviou está no livro O Valor do Design da ADG, pgs. 52 a 55, e fala sobre a concorrência especulativa quando a iniciativa privada promove concorrência entre os designers sem pagamento pelo projeto e só escolhe um.
    Abaixo o texto literal do Luciano:
    “Luciano Deos acrescentou à discussão a necessária distinção entre concurso e concorrência. Lembrou que os concursos são geralmente institucionais e de caráter público, ou promovidos por entidades sem fins lucrativos. Além de participação se dar por livre adesão, o vencedor recebe um prêmio, e não o pagamento pelo trabalho realizado”. (pg. 53)

    O nosso caso é um concurso que tem uma premiação. Então não se enquadra em concorrência especulativa.

    Ademais, são pelo menos 3 diferenças do nosso concurso sobre a concorrência especulativa:
    1) Somente estudantes podem participar, não é aberto para profissionais;
    2) Visa estimular a prática dos conhecimentos desenvolvidos pela Instituição;
    3) As empresas irão implementar o projeto vencedor.

    Além disso, existem concursos que estão fazendo justamente isso, inclusive de empresas privadas, com o mesmo valor de premiação, e que não prometem implementação de projeto.
    Se houver algo mais, estou a disposição.
    Abraços
    Ligia Inhan

  10. Guilherme Says:

    Caros, sou de SP, formado há alguns anos e acompanhei o papo até agora. Sei que falo de longe e espero que isso me dê alguma credencial de opinião isenta caso penda pra algum lado hehe
    Mas concordo com o Marcelo, vivi muito desse debate no meu tempo de universitário, no contato com colegas de outras faculdades e agora como profissional, longe desse clima, a gente pensa que isso acabou. Na verdade, não sei como isso rola em SP, se é q ainda rola.
    Lembro de professores que alertavam sobre concursos assim, que premiavam ou pagavam por um trabalho (seja de profissional, seja de estudante) e tinham várias outras referências “de graça”, ainda que não tenham os direitos sobre ela, são caminhos os quais se têm por experimentado e custaria grana de verdade no mercado. Até porque, nesses concursos, costuma-se trabalhar sob a supervisão de um professor ou mentor maduro e o trabalho sai profissa, não nível estudante.
    Acredito que uma saída seria que se encaminhassem propostas mais simplificadas, como o Marcelo disse, talvez, e houvesse pelo menos cinco ganhadores e os prêmios fossem muito acima do valor de mercado, como um valor em $ alto ou um carro ou um curso de extensão, MBA ou coisa assim no exterior ou aqui mesmo. Aí sim teríamos um caráter de concurso cultural, porque em economias educadas, a educação se remunera sem preconceitos ou vergonha.

    PS. em caso de se justificar a aproximação cliente/estudante, acredito que a cidade tenha agências para absorver e atender os clientes mas em caso de descoberta de novos talentos, o lance seria mais uma incubadora de projetos com supervisão e contratos do que concursos assim.

    Abraços a todos e obrigado pela atenção!

  11. Ligia Inhan Says:

    Guilherme, como professora de design estou ciente dos “perigos” que os estudantes correm para desenvolver projetos bem feitos e mal pagos, isso acontece em muitos lugares, independente se for na forma de concurso ou não.
    Já havia conversado com o Marcelo em off e afirmei para ele que muitas das suas questões irão ser implementadas para o próximo concurso, se houver.
    Concordo que o prêmio foi baixo para os estudantes das capitais, contudo, os empresários não tinham (mesmo) recursos financeiros para pagar mais do que foi proposto. Além disso, os órgãos apoiadores que temos à disposição não tinham recursos à mão naquele momento para aumentar o valor desse prêmio. Seria excelente se tivéssemos mais recursos, seja em forma de dinheiro em espécie, seja sob outras formas como você falou. Eu e você e mais todos os que estão no meio do design (agora eu generalizo) sabemos do esforço que é projetar bem, mas o restante do planeta, com poucas exceções, não sabe. Então, exigimos mesmo um pouco de sacrifício por parte dos estudantes a fim de mostrar o quanto esse trabalho faz diferença perto dos concorrentes micreiros que tem por aí (ou melhor, por aqui). Não sou estou afirmando que não existam no mercado profissionais de outras áreas que atuam bem, isso é outra questão que não vou discutir agora.
    Para nós, o objetivo do concurso foi selecionar trabalhos bem feitos e expô-los para que os empresários vissem e, principalmente, percebessem a qualidade deles.
    Aqui em JF tem pouquíssimas agências de design, principalmente o gráfico, na verdade, acho que só tem uma e não tem nenhum formado em design gráfico… veja a dificuldade… então, acho que nossa cidade merecia um pouco de bons projetos para serem apreciados e justificados quanto a sua utilidade.
    Esse concurso foi somente uma das maneiras de tentar abrir a visão dos empresários para o design. Contudo, é só uma idéia, acredito que tem muita gente que as têm e muito melhor do que esta.
    Acredito que opiniões tais como a sua são extremamente importantes para quem se aventurar em promover um concurso como esse. Tudo evolui, até concursos…

    Um abraço a todos e a você especialmente.

  12. Se você se chama Guilherme… « Lígia Fascioni Says:

    […] de utilidade pública! Se você se chama Guilherme e é o autor do comentário no post “Idéia muito legal“, a professora Ligia Ihnan (minha xará) do Concurso JF Mostra Design quer conversar com […]

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