Archive for janeiro \30\UTC 2008

Mais um amor

30 janeiro 2008

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Confesso que sou muito volúvel quando se trata de livros, vivo mudando de paixões. Mas ontem levei para casa um que eu trocaria por todos os outros que eu tenho de design (e são muitos!). Trata-se do Principios universales de diseño, de William Lidwell, Kritina Holden e Jill Butler.

Eles conseguiram listar 100 maneiras de fomentar o utilitarismo, influir na percepção, incrementar a atratividade dos objetos, projetar de forma mais adequada e ensinar, tudo isso usando o design. O livro é lindo, a diagramação exemplar, capa dura, tudo de bom! Vale cada centavo dos R$ 125,00 que vou pagar em 3 vezes na Siciliano …

As tais regras

28 janeiro 2008

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 Ando cansada de projetos gráficos desalinhados e bizarros. Tudo bem que é necessário inovar, mas com conhecimento de causa, por favor. A minha coluna dessa semana no AcontecendoAqui fala sobre quebrar regras. Leia e veja se você concorda.

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Passeio de balões

28 janeiro 2008

Você já voou de balão? Eu, felizmente, já tive esse privilégio, mas era um balão comum, desses com cestinha. Olha só o passeio de balão (melhor seria dizer “balões”) que essa empresa promove. Eu achei o máximo! Quer tentar? Visite www.clusterballoon.org.  

 

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Edição brasileira do Prêmio IDEA

27 janeiro 2008
Designers, empresas, indústrias e estudantes brasileiros têm até o dia 7 de março de 2008 para inscrições no IDEA/Brasil. Edição brasileira do Internacional Design Excellence Award, o IDEA/Brasil premiará representantes de 18 categorias e garantirá a inscrição dos finalistas na premiação americana. O IDEA é promovido há 30 anos pela Industrial Designers Society of America (IDSA) e tem patrocínio da Business Week. Ficou interessado? Clique aqui.
[Dica do Charles Netzker]

CDs divertidos

26 janeiro 2008
Tem gente que consegue colocar diversão em tudo. Olha só as estampas de Cds que o site ohgizmo mostra. Assim, nem importa o que está gravado, né? Achei no ótimo cuartoderecha.
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O fim do restaurante a quilo

26 janeiro 2008
Gente, olha que idéia genial que duas designers da topoware (nome espirituoso) tiveram: desenhar curvas de nível em um prato indicando o grau de fome. Se estiver só beliscando, a pessoa só preenche o fundo do prato, senão, as curvas acompanham a voracidade do freguês. Assim, nem precisa pesar, né? Bom também para quem está de regime. Achei no cuartoderecha.
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Design aeronáutico

25 janeiro 2008
Talvez porque meu pai tenha sido mecânico de avião durante toda a sua vida profissional, tenho um certo fascínio por essa máquinas. Pois o Daniel Uhr me avisa que lançou um livro especializado em design aeronáutico acessível a leigos chamado Luftwaffe confidencial — Plataforma para o moderno design aeronáutico. Quer saber mais? Acesse www.designeaviacao.com e bom vôo!
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Festa de lançamento

25 janeiro 2008

Ontem, na festa de lançamento do meu livro, a banda BACK2U arrasou. Quem não foi, não perca qualquer outra oportunidade de ver esse povo tocar, eles mandam muito bem. 

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Gestão do design para empresas de tecnologia

22 janeiro 2008
Você sabe o que é design? E gestão do design? Como isso pode ajudar a sua empresa a ter sucesso? O que é uma logomarca (se é que isso existe)? Como contratar um designer? Como avaliar se o trabalho ficou bom? Essas e muitas outras questões serão discutidas no curso Gestão do design para empresas de tecnologia, que vou ministrar entre os dias 11 e 14 de fevereiro (18h15 às 22h15) no auditório da ACATE, em Florianópolis. A preferência é para empresários de empresas incubadas ou associadas, mas o pessoal de fora também pode tentar uma vaguinha. Mais informações: secretariamidi@acate.com.br ou (48) 2107-2737.

O que é que o mercado quer?

21 janeiro 2008

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Para a primeira coluna desse ano, escolhi um tema relacionado ao mercado. Estou cansada de ouvir as pessoas dizerem que fazem propaganda de tal jeito porque é o que “o mercado quer“. E a identidade, onde é que fica?

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Não perca, na próxima quinta!

21 janeiro 2008
Na próxima quinta-feira, dia 24, na Saraiva Megastore do Shopping Iguatemi (Floripa), às 20 horas, vou lançar o meu mais recente livro “O design do designer“. Vai rolar também um pocket-show da banda BACK2U. Vai lá!!!
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Caixãozinho surfista

21 janeiro 2008
Estava parada num engarrafamento atrás de um caminhão-baú quando olhei bem e vi que tinha um desenhinho no canto. Mas o que é isso? Um caixão de defunto que surfa? A criatividade humana não pára de me surpreender…
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Os melhores momentos

17 janeiro 2008
Tirei essas fotos no aeroporto de Brasília (parte externa). Cada vez que olhava para essa moça, morria de pena dela. Se esses são os melhores momentos da sua vida, quais seriam os piores (ou os mais-ou-menos)? E a tal da Pepe Tintas, que está sempre lá para testemunhar a deprê? Pela cara da garota, ela deve estar vendo uma propaganda da marca na revista (e no site)…
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Pra que registro?

15 janeiro 2008
Meu amigo Alex Lima, da Glóbulo, foi viajar nas férias e me trouxe de presente essa foto (adorei!). É de uma loja de roupas que, pelo jeito, acha que qualidade e originalidade são sinônimos (pelo menos na placa, eles não conseguiram demonstrar nenhuma das duas coisas…). Eis uma idéia que poderia ser até legalzinha totalmente desperdiçada e fora do contexto.
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E olha a contradição: se o nome não é importante, por que se dar ao trabalho de registrá-lo?

Consultora orgulhosa

14 janeiro 2008
Cada vez que faço consultoria para um cliente, estabelece-se uma espécie de laço — mesmo à distância, fico acompanhando o seu desempenho e torcendo para que ele seja um sucesso. Uma das empresas nas quais apliquei o módulo Identidade do Método GIIC® foi a TAC — Tecnologia Automotiva Catarinense, sediada em Joinville.
Pois o seu principal produto, o jipe Stark, ganhou Menção Honrosa Categoria Novas Idéias/Conceitos do mais prestigiado prêmio de design do Brasil, o Museu da Casa Brasileira. O projeto é da Questto Design, de São Paulo. Não é mesmo para se orgulhar?
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Relatório pronto!

14 janeiro 2008
Puxa, desde que eu cheguei não parei de trabalhar. Mas é que tem muita coisa para fazer na semana que vem e, se deixasse para depois, não saía. Assim, conforme o prometido, a descrição completa da viagem de moto, com mapas e fotos já está no meu site (as fotos ficaram realmente muito boas). Vale a pena fazer uma visitinha. Tem até um arquivo do Google Earth para quem quiser mais detalhes!
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Chegamos!

11 janeiro 2008
Nossa! Cruzar o continente, atravessar cordilheiras, viajar mais de 800 km por dia, nada disso se compara a chegar em Florianópolis e ter uma visão do inferno! A parte mais estafante, quente, desconfortável, perigosa e cansativa foram os 200 km que separam Lages de Floripa. Tinha obras na estrada, loucos no volante, ineptos dirigindo, engarrafamentos por toda parte, caminhões soltando fumaça preta e gente sem saber para que lado ir. Fila da BR-101, fila da via expressa, fila da ponte, fila da Beira-mar. Enfim, de volta ao lar-doce-lar….

Viagem completa

7 janeiro 2008

Na próxima sexta ou sábado já deveremos estar em casa. Assim, de acordo com os meus planos, no domingo a minha página na Internet sobre viagens de moto já deve estar atualizada, com todas as fotos e pormenores. Este ano ainda vai ter um arquivo extra com detalhes técnicos (sobre a moto, os hotéis, restaurantes, precos, mapas, distancias, etc) para quem quiser repetir o passeio. Quer ver as viagens anteriores? Clique aqui!

Descida para casa

7 janeiro 2008

Hoje de manha saímos de Susques e descemos a outra parte do Paso. A gente sobe até 4.300 m e depois desce numa estradinha cheia de voltas a 2.300 m (resumindo: uma descidinha rápida de 2.000 metros). Confesso que estava um pouco preocupada com esse trecho, pois de moto é bem mais fácil subir do que descer, mas foi bem tranqüilo. A foto foi tirada na metade da descida, olha só que lindo. Agora estamos em uma cidadezinha chamada Metan, uns 80 km depois de Salta.

Daqui pra frente é só comer chao.

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Surpresas na estrada

6 janeiro 2008

Vira e mexe a gente tem que prestar bastante atencao, pois as vicunhas sao da cor da areia e costumam atravessas a estrada em blocos. Elas sao rápidas e difíceis de fotografar, mas hoje de manha uma manada de lhamas cruzaram a nossa frente na estrada. Perigosamente maravilhosas! Repare que elas têm lacinhos de fita nas orelhas (deve ser para demarcar o rebanho).

Quando eu achava que já tinha visto tudo de lindo por hoje, cruzou uma pastora com seus burrinhos fofos. Deu para ganhar o dia!

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Depois da tempestade…

6 janeiro 2008

…vem um dia espetacular, cinematográfico, sublime! Já estamos em Susques, e a primeira parte do paso estava maravilhosa. Tiramos algumas fotos, mas devido ao frio acabei nao tirando o capacete (fotografia às cegas). Como tudo lá é lindo, deu para aproveitar bastante coisa mesmo assim.

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No caminho de casa

6 janeiro 2008

Hoje de manha, em Iquique, embicamos as motos na direcao de casa e o elástico já comecou a puxar. Estamos de volta a San Pedro de Atacama e tentaremos cruzar o Paso de Jama amanha. Digo tentaremos porque hoje a estrada ficou fechada o dia todo devido a uma tempestade lá no “morro”, inclusive nevou. Eles só liberam a estrada se nao houver nenhum risco, por isso, nao se preocupe, viu, mae?

Se continuar fechado, a gente passa mais um dia aqui em San Pedro, o que nao caracteriza nenhum sacrificio…. nao tinha dado tempo de ver os flamingos-rosa, quem sabe nao é a minha chance? Essas tempestades duram um ou dois dias, no máximo, sao típicas de verao.

Agora já dá para contar…

6 janeiro 2008

Se eu publicasse esse post ontem, minha mae ia morrer do coracao (que já é bem forte, tendo uma filha como eu…). É que a gente ficou num hotel na praia e todas as ruas costeiras de Iquique têm uma placa indicando a direcao a tomar em caso de tsunâmi (a área é altamente sujeita a esse fenômeno). Fora o terremoto que rolou lá em novembro passado… Mas agora já estamos a salvo, de volta a San Pedro de Atacama.

Se eu nao estivesse usando uma b%***$$*%·%··”**** de computador velho rodando Ruindows, poderia publicar essa e outras fotos hoje. Estou no auge da irritacao com essa máquina!

Hospício

6 janeiro 2008

O morro que fica na entrada de Iquique se chama Morro do Hospício, e é famoso porque sempre tem gente pulando de parapente lá de cima. Eu quase fiz um vôo duplo ontem, tinha combinado o preco e tudo. Mas acabou nao dando tempo… já pensou que legal? Já pulei uma vez do morrinho da Praia Mole e já foi legal, imagina só daquele morrao, ainda mais com esse nome?

De carro nao tem graca…

6 janeiro 2008

Fomos a Humberstone de carro (nao dá para visitar um museu aberto no meio do deserto com roupa de moto e capacete na mao, né?), e aí tivemos que refazer aquela entrada espetacular em Iquique, na volta.

Nossa, que coisa mais decepcionante! Os guard-rails ficam na altura da janela do carro, nao dá para ver nada… da moto, que é bem mais alta, a sensacao é que a gente está flutuando por cima da cidade.  

Humberstone

6 janeiro 2008

Ontem fomos visitar a cidade fantasma de Humberstone, perto de Iquique. A cidade é fantasma porque foi construída em 1872 para abrigar os funcionários de uma usina de salitre.  Em 1960, a cidade foi completamente abandonada, pois o negócio do salitre faliu…

A visita é impressionante: há uma teatro maravilhoso, escola para 150 alunos, igreja, praca, padaria, mercado, sapataria, lojas, casas, hospital; tudo para os seus 1.300 habitantes (para se ter uma idéia do porte, San Pedro de Atacama tem 2.000 habitantes hoje), funcionários da mineradora e suas famílias.

É de se pensar onde essa gente toda, que tinha uma estrutura social tao certinha e conhecida, provavelmente tendo morado lá a vida toda, foi parar depois do desmonte. Tudo continua intacto, inclusive os prédios mais antigos e casas estao sendo restaurados. A cidade-museu foi declarada Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO em 2005.

Infelizmente estou trabalhando agora num Ruindows pré-histórico e nao consigo baixar a resolucao das imagens para publicar no blog. Ai que saudades do meu Mac…

Errei!!!!

6 janeiro 2008

Ao contrário do que eu disse no post “Iquique a Bolívia queria?”, Antofogasta, um pouco mais ao sul, é que pertencia à Bolívia. Iquique fazia parte do Peru. Mas o resto continua valendo: os peruanos foram convencidos e se aliar à Bolívia na Guerra do Pacífico e quebraram a cara. Inclusive, foi assim que os bolivianos perderam a sua saída para o mar.

Zona franca

4 janeiro 2008
Hoje também visitamos a Zona Franca de Iquique (ZOFRI) para comprar uns regalitos. Como no nosso caso, ou a gente viaja, ou faz comprinhas, e sempre escolhemos o primeiro, nao houve grandes gastancas. Além disso, os precos nao eram nada convidativos, vendiam até mais caro que lojas da Internet no exterior (com taxa de entrega). Mas foi legal conhecer uma zona franca que cabe inteirinha dentro de um shopping center…

Iquiquianos simpáticos

4 janeiro 2008
Temos sido muito bem tratados pelo pessoal daqui. Desde os garcons, motoristas de táxi, funcionários do hotel e até nossos vizinhos de quadra. Estávamos andando pela cidade e tirando fotografias das casas quando uma senhora puxou conversa e perguntou se a gente queria conhecer a casa dela, pois era uma construcao muito antiga. É claro que a gente aceitou — a casa era ma-ra-vi-lho-sa, com o pé direito altíssimo e todas as madeiras originais. Depois ela contou que nos chamou porque eu era parecida com a filha dela. Isso foi ontem.
Hoje encontramos a atenciosa dama na rua de novo e ela nao só nos reconheceu como voltou a puxar conversa (a gente quase nao consegue entender o que ela fala, mas tem 80 anos, está em ótima forma, era tenista profissional e tem uma filha que mora no Brasil). Um amor!

Por que ninguém pensou nisso antes?

4 janeiro 2008
Uma coisa muito legal que tem aqui em Iquique é o táxi compartilhado, chamado carinhosamente de “colectivo“. Funciona assim: eles têm uma tabela básica para corridas no centro e em determinados bairros da cidade. Assim, ao ver um táxi com pelo menos uma pessoa dentro, chame-o. Quando ele parar, você diz para onde quer ir. Se ele estiver indo para o mesmo lado, vê entra e pega uma carona. Vai assim até o veículo lotar ou ele entregar todos os passageiros.
Fica entrando e saindo gente a toda hora e é bem barato (para andar pelo centro, custa mais ou menos R$ 3,00 por pessoa). Considerando que aqui tudo é caro (o litro da gasolina custa mais ou menos R$ 3,50), o negócio é ótimo! Além disso, a gente dá umas voltinhas e fica conhecendo mais a cidade e os nativos. Muito legal!

Pelicanos e lobos marinhos

4 janeiro 2008

Hoje tivemos uma sessao de Animal Planet ao vivo e sem cortes! Fomos ao terminal marítimo de passageiros e presenciamos um show de pelicanos e lobos marinhos. Esses últimos mais parecem cachorros se pegando. Os bichos nao páram de cutucar uns aos outros, é uma festa (com som, pois eles ficam conversando em uma língua que parece mais com uma série de arrotos!).

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Iquique a Bolívia queria?

4 janeiro 2008
Iquique é mesmo uma cidade surpreendente (e com o turismo muito mal explorado, pelo menos no Brasil). A cidade comecou pertencendo à Bolívia e era apenas uma colônia de pescadores. Com o advento das guerras mundiais, a vila comecou a enriquecer por causa das jazidas de nitrato da regiao (elemento essencial para a fabricacao de pólvora), que comecaram a ser exportados pelo seu porto. Só que os bolivianos nao tinham tecnologia nenhuma, as empresas de extracao, beneficiamento e transporte eram todas chilenas.
Ocorre que o Evo Morales da época teve a brilhante idéia de nacionalizar as empresas chilenas (e você pensava que esse filme era inédito…) e romper com os contratos vigentes.
Os chilenos, é claro, nao gostaram e partiram para a ignorância. Houve uma guerra e é claro que os bolivianos (aqueles que nao tinham educacao nem tecnologia) perderam. Iquique ficou para o Chile e, pelo que parece, tudo indica que o Evo Morales da vez nao estudou história…
ERRATA (05/01/08): Ao contrário do que eu disse no post “Iquique a Bolívia queria?”, Antofogasta, um pouco mais ao sul, é que pertencia à Bolívia. Iquique fazia parte do Peru. Mas o resto continua valendo: os peruanos foram convencidos e se aliar à Bolívia na Guerra do Pacífico e quebraram a cara. Inclusive, foi assim que os bolivianos perderam a sua saída para o mar.

A riqueza do nitrato

4 janeiro 2008
Por causa da exportacao de nitrato durante a guerra, comecou a jorrar dinheiro em Iquique. Casas lindas foram construídas, clubes sofisticados, casas de chá, bancos internacionais, e a cidade floresceu. A arquitetura lembra um pouco o velho oeste americano e tem bastante charme. Acontece que lá por meados da segunda guerra, apareceu um alemao invocado e inventou um substituto perfeito para o nitrato… dá para imaginar o baque?
A cidade parece estar se recuperando agora, com várias construcoes luxuosas em andamento e a restauracao da parte antiga, que prima pelo capricho. Eles tiveram a manha de refazer as calcadas totalmente em madeira (uma parte está até envernizada) e as ruas de pedra, ainda com os trilhos do bonde.
As casas sao todas coloridas e lindas, as luminárias de rua sao uma graca, parece uma volta no tempo. Seguem umas fotos só para dar uma pálida idéia…
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Andando só com o cheiro

3 janeiro 2008

Nossa, hoje passamos o dia inteirinho no deserto, 7h30 montados nas motos. As distancias sao enormes e as estradas parecem infinitas. Num dos trechos, escapei de ficar de tanque seco em pleno deserto por poucos quilômetros.

Nao que isso me preocupe, pois o Conrado vai praticamente montado em um posto de gasolina. A moto dele tem um super tanque de 33 litros e ele ainda carrega um galao com 5 litros de gasolina. Na travessia da cordilheira, usamos o galao e eu ainda cheguei na reserva… o mundo é grande mesmo, né?

Banheiros de posto

3 janeiro 2008

O Conrado e eu temos uma classificacao para banheiros de posto de gasolina. Vai de 1 a 10, sendo que 1 é o xixi no arbusto de beira de estrada (mas há que se considerar que no deserto, nem arbusto tem – se bem a que a probabilidade de você ser surpreendido no local do crime por um conhecido que ia passando também é baixíssima).

Para se ter uma nocao, o banheiro do único posto de gasolina de Tocopilla era classe zero! Diante da falta de perspectiva de encontrar na cidade pelo menos um banheiro nível 2 ou 3, só nos restou voltar para o deserto e dar a nossa contribuicao para que o Atacama continuasse com o seu alto teor de nitratos e sais…