
Essa semana vi duas reportagens diferentes sobre o twitter em revistas semanais. Uma falando dos prós e outra enfatizando os contras (e viva a liberdade de expressão).
Para quem não se ligou ainda, o twitter é uma rede de microblogs (blog é aquele diário virtual que as pessoas publicam na Internet para falar das coisas de seu interesse). É chamado microblog porque, ao contrário dos blogs comuns, no twitter você tem que dar o seu recado em, no máximo 140 caracteres. Tem que ser bem sintético mesmo, como um pio de passarinho. Aliás, pio é justamente a tradução de twitter (Você se deu conta de que o Piupiu, aquele passarinho fofo e esperto da nossa infância, na versão original em inglês se chama Tweety —uma onomatopéia para pio?).
Pois é, a favor dessa poderosa ferramenta, pode-se dizer exatamente isso, que ela é poderosa mesmo. Você consegue se comunicar rapidinho com um montão de gente de qualquer lugar que esteja, afinal, por causa da limitação de texto e da impossibilidade de anexar imagens, é possível twittar de qualquer lugar com um celular. Você também pode se inscrever para acompanhar os microblogs de sua preferência: cada vez que alguém escreve, você é avisado. Tem gente aproveitando isso para turbinar as vendas, para marcar encontros com amigos, para criar comunidades virtuais, para divulgar notícias (e boatos), enfim, o uso só depende mesmo da disposição e criatividade dessa passarada.
O problema é que o negócio vicia, não é à toa que o povo que usa a internet é tão apropriadamente chamado de usuário. Tem gente que não consegue mais passar ficar desconectado, senão surta. É um fenômeno interessante e talvez seja uma forma das pessoas não se sentirem sozinhas.
Aliás, tenho uma teoria: o celular é o cigarro moderno. Antigamente, quando fumar era chique, quem não sabia o que fazer com as mãos simplesmente fumava. Hoje, essas pessoas telefonam ou mandam mensagens. Pode reparar: basta o avião pousar para que todo mundo comece desesperadamente a telefonar, como se da sua ligação dependesse a solução para a crise dos bancos nos Estados Unidos. Se a gente for prestar atenção, não é nada tão sério. No mais das vezes são pessoas narrando a sua rotina para alguém distante. A gente cansa de ouvir coisas do tipo: “Agora vou comer um pão de queijo e esperar a conexão”. Não contente, o sujeito desliga a ligação e posta a mesma informação no seu twitter. Há os que têm crises de abstinência se tiverem que ficar, digamos, umas duas horas longe do seu brinquedinho.
Pois é, não sei se prefiro fumantes ou usuários compulsivos de celular que atrapalham almoços, cinemas, aulas, reuniões, espetáculos teatrais e até uma simples compra no supermercado (é melhor fumaça ou barulho?).
Só sei que participo de algumas redes de relacionamento, tenho um site e uma coluna semanal para sustentar e um blog que precisa comer quase todo dia; não cabe mais um twitter não. Haja pio para isso tudo…
Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br
25 fevereiro 2009 às 9:04 pm |
Comecei a testar o twitter há alguns meses e gostei tanto que continuo até hoje. Mas posso parar a qualquer momento que quiser. Peraí que vou ali tuitar…
26 fevereiro 2009 às 12:30 am |
Típico comentário de “usuário”…eheeheh….
26 fevereiro 2009 às 3:35 pm |
Oi oi Lígia,
Depois de séculos, fiz meu post com indicações de blogs. Vc está lá!
http://logobr.wordpress.com/2009/02/26/indicacao-de-blogs-logobr/
Bjao
Daniel
26 fevereiro 2009 às 9:52 pm |
O “celular é o cigarro moderno” e a “mamadeira é o nosso primeiro vício”. rsrsrs. Curto esse blog.
26 fevereiro 2009 às 10:32 pm |
nem fale lígia… é tanta informação! inventei de começar a usar o twitter e mal tenho tempo de escrever, quiçá ler tudo que mandam heheh
27 fevereiro 2009 às 4:10 am |
Tem certeza que não cabe mais twitter?
))
É realmente viciante, mas estimulante com tantas idéias, links, observações, notas, comentários que são postados lá.
Li, não lembro onde, uma atualização pra pergunta do twitter: não é mais “O que vocês está fazendo?”, mas sim “O que está merecendo sua atencão?”. Daí podes imaginar o proveito que dá pra tirar dos posts que são publicados — sem contar o uso pra mobilização e distribuição de notícias (as notícias e a mobilização na tragédia das chuvas em SC começaram pelo twitter).
Outro exemplo: acompanhei o twitter no momento em que era anunciado o Oscar de Melhor Filme. Dá pra ter uma noção do interesse/envolvimento das pessoas por um determinado assunto e também da quantidade e da velocidade com os posts são publicados: http://colunaextra.blogspot.com/2009/02/oscar-em-tempo-real-no-twitter.html
E o receio é aumentar a “carga de informação”, com certeza muitos dos sites e blogs que você acompanha já estão no twitter. E aí você tem outro ponto interessante: pode organizar a navagação por lá, com a vantagem de interagir de forma muito mais ágil.
Convenci?
P.S.: Este comentário não é afiliado ao twitter (sou um mero usuário http://twitter.com/agenteinforma).
))
27 fevereiro 2009 às 12:40 pm |
ih ligia, fica fria.
se vc não for geek, viciadinha em gadgets, rata de internet (ou se for só um pouquinho…) vai fundo no Twiiter! Mas use com moderação, sem neurose de querer clicar em todos os links que colocam ou registrar cada respiro que você dá.
te garanto, vc terá diversão garantida e MUITA informação num piscar de olhos.
2 março 2009 às 1:48 pm |
A moda agora é namorar teclando.
Pra mim tudo isso vai gerar uma enorme falta de privacidade.
Mas como diz um amigo meu… só queremos privacidade quando estamos fazendo algo “errado”.
17 maio 2009 às 11:38 pm |
[...] coisas legais e gente boa. Não sou viciada nem em Twitter nem em internet, mas gosto. É bom ler Twitter or not Twitter, da Lígia Fascioni, pra entender direitinho como funciona. Foi no The Best que achei ícones [...]
21 maio 2009 às 11:43 am |
Eu tenho preguiça de twittar e uma ligeira sensação que estou perdendo tempo, por isso, só acesso quando estou na espreita de algo e para não perder tempo, gasto um tempinho lá!
Beijus